18.6.11

Fim do dia

Desvendo chuvas oblíquas
Através dos teus dedos.
Anoiteço e descalço.
Trago pétalas e te pronuncio;
Desfaço laços e me disfarço.
Abro a porta e te vejo de relance -
Disfarço e me desfaço.

11.6.11

Correnteza

Essa chuva incessante
Molha minhas asas.
Desfaz meu arco-íris.
Invade meu sono.
Te leva pela correnteza.
Me inunda de vazio.

4.6.11

Talvez outono

Teus olhos sem brilho me atormentam.
De infinitos falsos te vejo alicerce.
Já fui embora e não gostei.
Desmontei o Universo e morri.
(Tenho visões breves do presente.)
Sinto os sabores frios de teus desejos.
Vejo e emudeço -
Apenas sopro as folhas.