16.7.11

Parando na calçada

Desde sempre ando desabitada.
Tua sombra se aloja em minhas flores -
[as que ainda não brotaram.
Teu olhar em mim divaga
E distante se eterniza.
De porto seguro não conheces
[sequer o cheiro da solidão.
Te tenho longe, mas te sonho perto -
De desatinos conheço teu rosto.
Teu nome deságua em mim
E se perde em ruas estreitas.

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