17.5.13

Novembro

De lá
Daqui.
Vestido rodado
Embolado no chão de tapete
[onde estão os sapatos?
Paredes de olhos abertos e sem justificativas.
De baixo
Pra cima.

4.5.13

De belezas exuberantes

Minha roseira cheia
[de pequenos espinhos.
Minha roseira tão latente e cor-de-rosa.
Com a brisa da manhã
E o sereno leve da noite
Suas pétalas se abriram.
Orvalhada de sono e beleza;
Perfumada e tentadora
- Atrai as borboletas mais coloridas e sedentas.
Uma roseira emanante de alegria
(e amante de pingos de chuva).
Anoitece exausta
[de tanto cortejo a sua beleza;
Adormece e sonha coisas leves.

2.5.13

Bolhas-mundi

Vejo meio que do alto
[de qualquer lugar sem fim]
Uma cidade feita de bolhas- parabólicas.
Quase se pode alçar voo com tantas bolhas,
Se não abrigassem tanto desespero e solidão dissimulados.
Bolhas paradas,
Mas barulhentas ao ponto de reverberar.
Bolhas espalhadas por todos os lados
(feito praga).
Uma cidade cheia delas e ninguém vê.